sábado, 12 de maio de 2012

Último dia da Semana Clariana

Iniciando o último dia da programaçao da Semana de Aprofundamento na Espiritualidade Clariana, a fraternidade realizou uma procissão seguida da missa de encerramento, ambas internas. Iniciado às 6:30 no altar de São Francisco e Santa Clara na Igreja de Santa Terezinha e seguindo pelo claustro do convento indo até a capela interna. Presidiu a celebração o diretor dos postulantes, Fr. Geraldo Antonio Barbosa.
Na parte da noite houve uma palestra sobre o tema: Publicidade, Propaganda e Marketing: para uma Evangelização no século XXI no salão da OFS pelo Professor Marlon Wender, graduado em Publicidade e Propagando e Jornalismo, professor do Centro Universitário UNIPAM de Patos de Minas.
 Vela dos 800 anos pintada pelo postulante Glaicon
 Postulantes e Frades reunidos no Altar de Santa Clara e São Francisco
 Altar de São Francisco e Santa Clara (Igreja de Santa Terezinha)
 Inicio da procissão
 Procissão passando pelo claustro
 Procissão
 Chegando a capela Interna
 Presidente da Celebração, Frei Geraldo Antonio Barbosa
 Frei Donizetti, primeira leitura
 Gustavo, salmo
 Frei Marcos, segunda leitura
 Frei Geraldo, Evangelho
 Abdias, preces
 "Orais irmãos, para que nosso sacrificio seja aceito por Deus Pai, todo poderoso..."
 "Este é meu Corpo..."
 "Este é meu Sangue..."
 Por Cristo, com Cristo e em Cristo...
 Seráfico Pai São Francisco (capela interna)
 Nossa Mãe Santa Clara de Assis
Fraternidade Capuchinha de Santa Terezinha do Menino Jesus, Patos de Minas.
 Palestra: Publicidade, Propaganda a Marketing: para uma Evangelização no século XXI

 Professor Marley Wender Pinheiro Costa
 Santa Clara de Assis
Durante a palestra
 Conceito de Marketing
Postulantes, Frades, OFS e membros da PASCOM paroquial.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Artigo: Santa Clara, sinal de comunicação

Artigo: Santa Clara, sinal de comunicação - Jean, Deilher, Fr. Donizetti e Gustavo


Santa Clara: sinal de comunicação

            Em todo o decurso da história, nunca se valorizou tanto a comunicação quanto o período em que vivemos. O que não significa que esta é feita e exercida de forma plena. O que se parece é que vivemos muito mais na era da informação do que da comunicação; uma vez que a verdadeira comunicação passa pelo pressuposto do conhecimento formulado a partir do “destrinchamento” e verificação das múltiplas informações as quais temos acessos, de maneira dialógica, partilhada, onde a fala e a escuta, o dedicar-se ao tema, ocupam um lugar de fundamental importância.
            Tal constatação se evidencia mais fortemente, quando nos deparamos com um mundo que valoriza o instantâneo, o imediato, onde o tempo se torna propriedade do mercado da informação, que surge com tamanha fluidez, sem se preocupar se a anterior foi digerida. É o mundo da constante novidade, da busca desenfreada pelo progresso; com a qual, diga-se de passagem, a natureza tem sofrido muito.
Neste ensejo é interessante observar um paradoxo que se estabelece: o mundo da informação só atinge seu objetivo se esta informação é propagada, divulgada; porém, ao se perceber o casamento perfeito entre informação e tecnologia, o acesso àquela só é possível por aqueles que têm maiores condições de posse material dos artefatos tecnológicos, de maneira progressiva; fazendo com que o seu ambiente acabe se tornando restrito. Isso não quer dizer que a informação não chegue às camadas mais populares, mas sim que não chegam na atualidade e no modo em que aparecem, gerando uma população atrasada, alienada e manipulada. A busca desenfreada pelo novo, pelo porvir, unida aos novos modelos de linguagem dominadora e sem se preocupar com a verdadeira comunicação, faz com que criemos, cada vez mais, uma sociedade pautada no isolamento e no individualismo.
Desta forma, conceber Santa Clara como sinal de comunicação, em nossos tempos, se torna verdadeiro testemunho de uma espiritualidade que não está presa ao passado, mas que tem muito a oferecer ao ser humano de hoje. Uma espiritualidade atual, profética.
Desta forma, é interessante também observar outro paradoxo que se instaura ao perceber Santa Clara como sinal de comunicação: como uma monja, bem situada em seu mosteiro, que busca o distanciamento do mundo secular para maior intimidade com Deus, pode ser sinal de comunicação?
            Se formos observar a etimologia da palavra comunicação, encontraremos que esta vem do latim comunicatio, que quer dizer “ato de repetir, de distribuir”, literalmente “tornar comum”, de communis, “público, geral, compartido por vários”. Assim, se quisermos levar ao mais profundo do mistério cristão a palavra comunicação, perceberemos que ela tem seu ponto máximo pautado na comunhão; ou seja, o testemunho máximo de uma vida dialógica, de verdadeira intimidade com o “tema” proposto e seu anúncio, que transcende a mera informação, um mero contar um evento, da Boa Nova do Evangelho, que não diz nada na realidade de seus convivas, para encontrar seu ponto máximo num testemunho de vida transformada e encarnada nessa boa notícia que faz com que aqueles que estão à sua volta, se encontrem também neste mistério e queiram partilhar, participar ativamente desta verdadeira comunicação.
            Clara é sinal vivo desta comunicação. Em seu mosteiro, na pequena São Damião, estabeleceu relações de diálogo, de encontros... enfim, relações fraternais tais que seu exemplo transcendeu as estruturas de seu mosteiro e foi para o mundo. Sua vida foi verdadeira comunicação de um Cristo que está vivo, Ressuscitado, presente em nosso meio, e quer nos fazer uma proposta de amor, a fim de gerar um mundo mais justo, fraterno, onde a comunicação se estabeleça como modo eficaz de concretização do Reino de Deus, onde o ser humano encontra sua plenitude ao se encontrar intimamente imerso na divindade. 

Artigo: Santa Clara, mulher de Deus

Artigo: Santa Clara, mulher de Deus - Donizete, Fr. Adilson e Warley




Santa Clara, mulher de Deus

Santa Clara de Assis é uma mulher consciente da realidade em que vive; hoje, seus reflexos continuam a atingir no mundo contemporâneo seu fascínio espiritual e riqueza teológica.
Em seus escritos, seu pensamento e a sua linguagem perspicaz nos expressam o sentido de uma vida espelhada em Cristo. Clara é a primeira mulher a escrever uma Regra de vida para mulheres. Sem deixar o claustro, sua mensagem atravessa fronteiras, deixa marcas por onde passa e transforma corações para a busca de uma perfeita consonância de valores humanos e cristãos.
O tema principal na vida de Santa Clara é a pobreza. A sociedade moderna nos apresenta o consumismo como meio de sobrevivência. Para Santa Clara, que por anos pedira ao Papa Inocêncio IV o privilégio da pobreza para si e suas irmãs o consumismo atual vem revelar a pobreza espiritual no qual as nações se encontram.
É fundamental para Clara a capacidade de amar O Amado, o Cristo Senhor acima de quaisquer necessidades primárias. Possuir o necessário; consumir somente a si próprio – consumir-se no Cristo, pobre, humilhado e crucificado. Eis sua mensagem para o mundo em todos os tempos.